
O que dizem os especialistas no mercado
Nos últimos anos, os imóveis compactos ganharam muito espaço entre os lançamentos imobiliários no Brasil. Estúdios e apartamentos de até 40m² passaram de tendência a protagonistas do mercado — especialmente nas grandes cidades.
Dados recentes do Índice FipeZap mostram que os imóveis menores continuam com alta procura, especialmente entre jovens compradores, investidores e entre pessoas que priorizam localização.
Além desses fatores, segundo o IBGE, no censo de 2022 foi registrado um aumento de famílias unipessoais e casais que não querem ter filhos, o que torna desnecessário grandes apartamentos.
Mas surge uma pergunta importante: essa mudança veio para ficar ou é apenas uma fase do comportamento do consumidor?
A resposta, com base nos principais dados do setor em 2026, é mais estratégica do que parece.
Mas os imóveis maiores perderam espaço?
Não. Segundo análises da CBIC, a demanda por imóveis maiores continua existindo — especialmente entre famílias e compradores que buscam moradia definitiva.
Além disso, apartamentos com mais dormitórios, espaço para home office e que ofereçam conforto e privacidade seguem sendo altamente valorizados.
… Ou seja: o desejo por mais espaço continua vivo.
Hoje, muitos compradores optam por imóveis menores não por preferência definitiva, mas por uma limitação de crédito, menor capacidade de financiamento e até o momento de vida.
Isso explica por que o segmento econômico cresce forte e o médio e alto padrão cresce de forma mais seletiva.
A volta da “escada imobiliária”
Com base nos dados de mercado, fica claro que o Brasil vive novamente o conceito de escada imobiliária em que o primeiro imóvel é mais compacto. A partir daí, com a evolução da renda, a tendência é a procura por imóveis maiores.
Esse movimento mostra que o compacto não substitui o imóvel tradicional — ele antecipa a entrada no mercado.
O mercado está saturado de compactos?
Não exatamente.
O que está acontecendo é um aumento da concorrência entre produtos similares. O incorporador percebeu a demanda e apostou nessa tipologia de unidade. Mas ainda há espaço e disponibilidade do mercado para os compactos.
Segundo a CBIC, o mercado segue aquecido, com forte volume de vendas — o que indica que ainda há demanda. O risco não está no tamanho do imóvel, mas no posicionamento errado.
Outra situação que deve ser ponto de atenção para o mercado dos compactos é a legislação municipal. Quem compra apartamentos pequenos pensando em locação deve ficar atento.
Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura já proibiu o uso de imóveis de habitação popular (HIS/HMP) para aluguel de curta temporada. Em Florianópolis já há discussão sobre a regulamentação das locações pelo Airbnb.
Apesar dos dados acima, o cenário em 2026 é claro: os imóveis compactos vieram para ficar, mas não substituem os imóveis maiores. O desejo por espaço continua, apenas o início da jornada é que está mais estratégico…. E isso muda completamente a forma de vender imóveis hoje.
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Até o próximo artigo!






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